A verdade no relativismo cultural

Antti Kauppinen

Tradução: Rodrigo Cid

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Muitas pessoas comuns parecem querer admitir que dar uma surra num marinheiro que bebeu em trabalho era algo aceitável há 300 anos atrás, embora pensem que atualmente isso seria moralmente errado. Muitas também pensam que não há problemas em abusar dos recrutas militares se o Pentágono o permitir, embora seja errado se proibido pelas autoridades.Esses dados sugerem que as pessoas não pensam que ações nocivas [harmful] são sempre erradas, mas antes que elas são algum tipo de relativistas. Mas de que tipo? E quais são as implicações disso? Recentemente, Stephen Stich e seus colegas têm argumentado que, dado que o grupamento [cluster] de características identidicadas pelos psicólogos da Turiel School (justificação do que for nocivo, independência de autoridade, generalidade e seriedade) cai por terra, o juízo moral não forma um tipo natural psicológico. Em Ethics Etc, eu argumento que o relativismo cultural das pessos comuns é de um tipo inteiramente inóquo. Minha hipótese é que as pessoas sejam deontologistas intuitivos; o que significa que elas observam antes as atitudes expressas pelas ações do que suas consequências, ou melhor, antes seu significado [significance] do que sua nocividade [harmfulness]. O significado varia de acordo com o contexto cultural, o que daria conta dos dados aparentemente relativistas. Asperamente falando, expressar (o que o juiz toma por) atitudes desrespeitosas em contexto parece ser suficiente e possivelmente necessário para a desaprovação geral e independente de autoridade. Se isso for assim, esse grupamento [cluster] alternativo pode formar um tipo natural psicológico afinal de contas.

Postado por Antti Kauppinen em 25 de abril de 2010, às 16:04

Original em inglês: http://experimentalphilosophy.typepad.com/experimental_philosophy/2010/04/the-truth-in-cultural-relativism.html

Texto completo: The Truth in Cultural Relativism

One comment

  1. Paulo Sousa · · Responder

    Dois artigos recentes meus, discutindo os trabalhos de Stich and Fessler citados por Kauppinen, sao relevantes para essa questao:

    Sousa, P., Holbrook, C. & Piazza, J. (2009) The Morality of Harm. Cognition, 113, 80-92.

    Sousa, P. (2009). On Testing the Moral Law. Mind & Language, 24, 209-234.

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