May & Holton sobre a Fraqueza da Vontade

Joshua Knobe

Tradução: Rodrigo Cid

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Apenas uma nota rápida para dizer que Josh May e Richard Holton têm um artigo experimental novo e interessante sobre as intuições com relação à fraqueza da vontade (o qual eu resumo aqui). [Tradução do resumo abaixo].

Original em inglês em: http://experimentalphilosophy.typepad.com/experimental_philosophy/2010/05/may-and-holton-on-weakness-of-will.html

Resumo de Knobe do artigo de May e Holton “What in the World is Weakness of Will?” [original em inglês em: http://agencyandresponsibility.typepad.com/flickers-of-freedom/2010/05/what-in-the-world-is-weakness-of-will.html ]:

Frequentemente tem-se assumido na literatura filosófica que a noção de ‘fraqueza da vontade’ pode ser definida de modo direto. Por exemplo, pode-se pensar que tal noção pode ser explicada ao dizermos algo como:

Uma pessoa apresenta fraqueza de vontade quando ela acredita que não deveria realizar uma ação particular mas, de qualquer forma, ela a realiza.

Em um novo e excitante artigo, Josh May e Richard Holton relatam uma série de estudos experimentais desenhados para mostrar que as intuições comuns das pessoas sobre a fraqueza da vontade não seguem nada semelhante a tal padrão simples.

O meu estudo favorito desses é o terceiro, no qual eles examinam o impacto da valência moral. Nesse estudo os participantes foram apresentados com estórias diferentes sobre um agente que acaba fazendo algo que ele acredita ser errado. A diferença entre as estórias foi apenas que em algumas condições o comportamento do agente parece ser moralmente errado, enquanto em outras ele parece ser moralmente certo, embora o agente acredite erroneamente que ele é errado).

Surpreendentemente, essa diferença na valência moral levou a uma diferença significativa nas intuições das pessoas, com as pessoas se mostrando substancialmente mais inclinadas a dizer que o agente apresentou fraqueza de vontade quando pensam que a ação do agente foi de fato moralmente má do que quando pensam que a ação foi moralmente boa.

Falando apenas por mim mesmo, penso que minhas próprias intuições apresentam esse mesmo padrão. Assim, suponha que o valentão da escola pensa que deveria dar um soco na cara de uma pobre criança, porém ele é dominado  por um sentimento de compaixão e fica impossibilitado de prosseguir com seu plano. Em tal caso, eu nunca pensaria em dizer que o valentão apresentou ‘fraqueza de vontade’. Mas por que não? O que poderia dar conta do efeito que May e Holton encontraram?

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