O que é a X-Phi?

Para saber de maneira muito resumida o que é a X-Phi, sugerimos a leitura dos seguintes textos: o artigo “O que é a Filosofia Experimental?” publicado por Joshua Knobe na The Philosopher’s Magazine e traduzido nesse blog; e uma compilação feita a partir do artigo “Conceitos e Intuições Populares: da filosofia à ciência cognitiva“, publicado por Shaun Nichols na Trends in Cognitive Sciences, e traduzida por nós. Para um olhar rápido sobre esses textos, colocamos abaixo dois excertos.

Para ter uma perspectiva geral sobre a filosofia experimental, sugerimos a leitura da compilação feita e traduzida por nós a partir do artigo “Um Manifesto da Filosofia Experimental“, publicado por Joshua Knobe e Shaun Nichols no livro Experimental Philosophy.

É importante lembrar que uma das funções desse blog é exactamente discutir a natureza da X-Phi e a sua pertinência. Portanto, presume-se que a leitura constante do blog servirá para responder a essa pergunta de forma mais completa.

Para mais referências bibliográficas clique aqui.

Knobe, J (forthcoming). “What is Experimental Philosophy?”. The Philosopher’ Magazine.

“Desde os primeiros dias da filosofia analítica, tem sido prática comum apelar às intuições sobre casos particulares. Tipicamente, o filósofo apresenta uma situação hipotética e depois produz uma afirmação na seguinte forma: “nesse caso, podemos certamente dizer…” Essa afirmação sobre as intuições das pessoas forma, depois, parte de um argumento para uma teoria mais geral sobre a natureza dos nossos conceitos ou sobre o nosso uso da linguagem. Um aspecto complicado ou intrigante dessa prática é que raramente se faz uso de métodos empíricos standard. Apesar de os filósofos muito frequentemente produzirem afirmações sobre “o que as pessoas podem ordinariamente dizer”, eles raramente se asseguram acerca dessas afirmações perguntando realmente às pessoas e procurando padrões nas respostas. Em anos recentes, no entanto, alguns filósofos têm colocado essas afirmações sobre intuições em teste, utilizando métodos experimentais para revelar o que as pessoas realmente pensam acerca de casos hipotéticos particulares. Algumas vezes, os resultados têm sido extremamente surpreendentes. “(J. Knobe)

Nichols, S. (2004). “Folk concepts and intuitions: from philosophy to cognitive science“. Trends in Cognitive Sciences, Vol.8, no. 11, November

“Os filósofos analíticos têm desde sempre utilizado métodos apriorísticos para caracterizar conceitos populares como o conhecimento, a crença, ou o ‘ser moralmente errado’. Recentemente, alguns investigadores têm vindo a explorar metodologias das ciências sociais para caracterizar esses conceitos populares. Uma linha de trabalho tem explorado as intuições populares acerca de casos que são disputados dentro da filosofia. Uma segunda abordagem, com implicações potencialmente mais radicais, aplica métodos da psicologia intercultural às intuições filosóficas. Trabalhos recentes nessa área sugerem que as pessoas em diferentes culturas têm sistematicamente diferentes intuições acerca de conceitos populares. Uma terceira linha de investigação explora a emergência e a natureza de conceitos populares nas crianças. Essas abordagens para caracterizar conceitos populares fornecem recursos importantes que vão complementar, e talvez em alguns casos dispensar, abordagens apriorísticas.” (Shaun Nichols)

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